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ANSIEDADE

COMO A DRA. TERESA LHE PODE AJUDAR A ULTRAPASSAR A SUA ANSIEDADE:

Todos nós sabemos o que sentimos com a ansiedade. Por exemplo, antes de um exame importante a nossa respiração dispara de repente e até pudemos ficar com dificuldades de respirar, ou aquela sensação de formigueiro no estômago antes de uma entrevista ou um encontro importante. No entanto, se as suas preocupações, receios e medos o impedem de viver a sua vida normal, poderá estar a sofrer de uma perturbação de ansiedade. A boa notícia é que existem vários tratamentos para controlar a ansiedade e também estratégias de auto-ajuda que pode utilizar e que podem ajudá-lo a reduzir o seu sofrimento e ganhar novamente o controlo da sua vida.

ALGUNS SINAIS DE ANSIEDADE

“E se eu chumbar neste exame? A minha carreira ficará destruída antes de a ter começado”.
“Não posso fazer aquele discurso amanhã porque sei que estarei tão nervoso que vou esquecer-me do que ia dizer. Estou mesmo a ver como vai ser – todos aqueles olhos a observarem-me, todos a saber como estou nervoso e incapaz”.
“Aquele emprego foi mesmo feito para alguém com as minhas qualificações. Tenho de me candidatar. Mas é no 10º Andar. Não suporto a ideia de subir o elevador todos os dias. Se entrar em pânico posso mesmo gritar ou ficar doente. Isso seria horrível e humilhante.”
“Cada vez que saio de casa o meu coração bate aceleradamente. Estou certo de que vou ter um ataque de coração. Tal como o meu pai que morreu de um ataque de coração.”

Este tipo de pensamentos e emoções invadem as pessoas que sofrem de ansiedade e fobias. Como a ansiedade e as fobias nascem do medo, ambas indicam o temor de algum tipo de perigo ou de ameaça ao nosso bem-estar. Este sentimento de ameaça manifesta-se através de vários sintomas físicos, os quais são perturbadores: respiração rápida, aceleração dos batimentos cardíacos, tonturas, nauseas, dores de cabeça, suores, secura da boca, aperto na garganta, dores musculares, etc.
Quando o estado de ansiedade é prolongado ou crónico, estes sintomas assustadores e incontroláveis podem adquirir o aspecto de uma doença ou incapacidade real.

Para piorar as coisas, quando a pessoa muito ansiosa fica consciente das suas reacções físicas e emocionais desagradáveis, pode mesmo começar a recear e a temer os próprios
sintomas ainda mais do que a situação que os provoca. Quanto mais perturbada fica, mais intensos se tornam os seus sintomas, e fica então envolvida numa espiral de aumento da intensidade de sofrimento emocional e físico que se auto-mantém.

Mas a verdade é que as perturbações de ansiedade respondem muito bem ao tratamento e muitas vezes num período de tempo relativamente curto. O tratamento específico ou abordagem escolhida pela Dra. Teresa depende do tipo de ansiedade e da sua gravidade.
Nos últimos anos foram desenvolvidas novas técnicas e procedimentos no tratamento psicológico de várias perturbações de ansiedade, cuja eficácia tem sido confirmada.

Seja qual for a abordagem ou tratamento escolhido, o importante é reconhecer estes sintomas e procurar ajuda…E, nunca se esqueça que sua decisão de procurar ajuda é um sinal de sabedoria, força e bom senso, é o despertar do seu próprio potencial…É o seu primeiro passo para a mudança!

A perspectiva da Abordagem Cognitiva diz-nos que a ansiedade tem a origem nos nossos pensamentos: nós interpretamos os acontecimentos e as situações, dando-lhes significados que nos fazem sentir nervosos e preocupados.

A reestruturação cognitiva (identificando crenças e pensamentos disfuncionais, substituindo-os por outros) faz parte desta abordagem, incluindo a exposição à preocupação ou medo e o treino do relaxamento.

ALGUNS “ERROS” COMUNS DO NOSSO PENSAMENTO:

EXAGERAR: Uma mulher estava convencida que o seu marido ia deixá-la e que era muito velha para ser atraente. A sua ansiedade conduzia-a a concentrar-se exageradamente nas novas rugas na sua cara e pescoço, todos os cabelos brancos na sua cabeça, e a comparar-se desfavoravelmente com todas as mulheres mais jovens que encontrava. Ela não conseguia reconhecer nenhuns dos seus próprios valores e ficava tão perturbada que se via incapaz de reconhecer os seus atributos e de tirar o máximo proveito deles. Além disso, desvalorizava o amor e lealdade do seu marido e nem conseguia pensar no facto que ele também mostrava sinais de envelhecer.

CATASTROFIZAR: Quando a pessoa ansiosa antecipa perigo ou dificuldade, só consegue ver como resultado provável, o desastre total. Por exemplo, uma paciente ansiosa que se prepara para uma simples intervenção cirúrgica receia que o resultado desta simples intervenção seja a sua morte ou uma incapacidade prolongada.

GENERALIZAÇÃO EXCESSIVA: Uma experiência negativa, tal como ser recusada para uma promoção de chefia, será traduzida pela paciente ansiosa como uma lei que governa toda a sua existência (“Eu nunca serei alguém na vida”).

IGNORAR O POSITIVO: A pessoa ansiosa minimiza todas as indicações da sua própria habilidade e capacidade, esquece todas as experiências positivas do passado e antecipa apenas problemas inultrapassáveis e um sofrimento intolerável para o futuro. Por exemplo, o estudante ansioso ignorará o seu histórico de notas altas em testes anteriores; esquecerá também que este é apenas um de muitos exames e que por si só não é “um caso de vida ou de morte na sua carreira”.

Nas sessões de terapia com a Dra. Teresa, o paciente irá trabalhar com este tipo de pensamento, começando a reconhecê-lo e aprendendo a aplicar as suas capacidades de raciocínio e observação daquelas situações que lhe estão a causar ansiedade e sofrimento.
À medida que começar a eliminar as “distorções” que existem no seu próprio pensamento, irá desenvolver uma abordagem funcional livre de ansiedade para lidar autonomamente com situações da sua vida.

Ao começar a confrontar os seus pensamentos e atitudes irá ganhar consciência do poder e auto-controlo que possui.

O estabelecimento de objectivos dá força ao seu programa. Se tiver em mente uma ideia clara de como gostaria de mudar e, se imaginar como a sua vida poderia ser se estivesse livre de ansiedade, irá ganhar confiança nas suas próprias capacidades, partilhando as suas ideias com a Dra. Teresa para que ela também o possa ajudar a atingir os seus objectivos.

APRENDA A LIDAR COM UM ATAQUE DE PÂNICO

É muito importante reconhecer o início do processo ansioso. Contudo, é possível que não esteja preparado para uma situação onde subitamente começa a sentir os primeiros sinais de um ataque de pânico. Nesses momentos é difícil pensar de forma clara e agir prudentemente. Por isso, é muito importante e crucial aprender o que deve fazer quando tiver um ataque de pânico. Se estiver bem preparado será capaz de controlar melhor as suas emoções.

Lembre-se que as suas emoções são normais e não lhe podem fazer mal.
Afaste os pensamentos assustadores: procure pensar na situação duma forma mais positiva.
Aceite o que lhe está a acontecer. Se aguardar algum tempo, o medo passará. Se “fugir”, será mais difícil lidar com essa situação no futuro.
Tente gerir a sua ansiedade relaxando, distraindo-se e pensando de forma mais racional.
Crie um plano para se acalmar na situação. Por exemplo, descansar até se sentir mais calmo ou pedir ajuda a um amigo. Seja o que for que decidir, faça-o da forma mais relaxada que puder.

A RESPIRAÇÃO DURANTE UM ATAQUE DE PÂNICO:

Normalmente, quando entram em pânico, as pessoas respiram mais depressa e mais fundo. A este processo chama-se a hiper-respiração ou hiper-ventilação e é uma reacção bastante assustadora para qualquer pessoa. A hiper-ventilação é um problema onde entra demasiado oxigénio no corpo, o que irá resultar em sensações muito desagradáveis. Estas sensações incluem formigueiros, dores, tremores, tonturas, dificuldades de respirar. A tensão e a ansiedade que estas sensações desagradáveis causam, têm tendência para causar mais hiper-ventilação, e assim se forma um ciclo vicioso. Este ciclo pode ser rompido se mudar o seu padrão de respiração – mesmo durante um ataque de pânico. Há duas maneiras de o fazer:

1. RESPIRAR PARA UM SACO DE PAPEL: Ponha o saco, bem seguro, sobre o nariz e a boca e expire dentro do saco por uns segundos. O saco enche-se assim de dióxido de carbono. O processo de inspirar novamente este ar restaura bastante depressa o balanço de
oxigénio e dióxido de carbono, e as sensações desagradáveis desaparecem.

2. MUDAR A SUA RESPIRAÇÃO: Desacelere ou tente acalmar a sua respiração. Tente inspirar devagar e suavemente e expire igualmente devagar. Respire com o seu diafragma – o músculo imediatamente debaixo do tórax.
(a) Primeiro esvazie os pulmões, depois inspire suavemente através do nariz contando devagar até 4, deixando a barriga sair.
(b) Depois, expire, também suavemente contando devagar até 6. Tente respirar entre 8 e 12 inalações por minuto estabelecendo um ritmo confortável.
No início pode sentir que não tem ar suficiente, mas é importante resistir à vontade de inspirar ar rapidamente. Tente também não respirar com a parte superior do peito.
Assim será possível restaurar o equilíbrio de oxigénio/dióxido de carbono no seu corpo, e as sensações desagradáveis desaparecerão.

É preciso treinar estes exercícios de respiração quando estiver mais calmo para ser capaz de utilizar estas técnicas prontamente quando estiver ansioso. Da mesma forma que a prática regular do relaxamento é uma resposta importante para o paciente deprimido, é também uma ferramenta muito valiosa para o paciente ansioso.

O Treino De Relaxamento é um instrumento terapêutico muito importante utilizado pela Dra. Teresa com excelentes resultados, contribuindo decisivamente para um melhor equilíbrio emocional e ajudando o paciente a ganhar autonomia através de técnicas que irão ajudá-lo a confrontar os seus medos e desafios e conseguir ultrapassar o ciclo destrutivo e devastador em que se encontra.
“Ao facultar as técnicas de relaxamento para um uso mais sistematizado e devidamente incorporado no dia-a-dia dos pacientes tenho notado uma melhoria significativa nas competências destes pacientes. Ao mesmo tempo, este treino também aumenta os seus níveis de auto-estima e bem-estar pessoal por conseguirem lidar autonomamente com a situação de sofrimento em que se encontram. As técnicas de relaxamento integrando auto-instruções são bastante úteis para os pacientes que se encontram mais ansiosos e desesperados perante a situação de sofrimento em que se encontravam. Permitem aos pacientes um maior controlo sobre as suas emoções perturbadoras”.

A Dra. Teresa acredita na capacidade natural de auto-realização da pessoa e neste âmbito, a sua abordagem baseia-se numa racionalidade centrada na pessoa e no seu potencial de crescimento. O paciente deve saber integrar a experiência no conhecimento de si próprio, evoluindo com confiança e realizando-se.

Mas para este crescimento do paciente se desenvolver tem que haver nas sessões de terapia um clima “facilitador de crescimento” e por isso, nas sessões com os seus pacientes, a Dra. Teresa tenta sempre manter:

AUTENTICIDADE: é uma atitude de abertura ao outro, com expressão de sentimentos. O ser autêntico é actuar com transparência e isto implica a necessidade de ser congruente entre comportamento, pensamento e emoções.

ACEITAÇÃO: é uma atitude de “consideração positiva incondicional“, que se baseia numa atitude de atenção e procura de compreensão sem crítica nem julgamento. A pessoa precisa de ter confiança em si e de se sentir aceite pelos outros. (Infelizmente, a maioria das pessoas vive num clima onde predomina um clima de “consideração positiva condicional”, onde se aceitam apenas determinados comportamentos da pessoa e onde se impõem condições).

EMPATIA: é uma atitude afectiva e compreensiva de comunicação interpessoal. Procura-se a compreensão da pessoa e do seu mundo interior, como ele próprio o entende. A compreensão por empatia exige que sejamos capazes de nos descentrarmos para entendermos o ponto de vista da outra pessoa.

Essencialmente, para eu poder ver o mundo dos olhos do paciente, tenho que aceitá-lo positivamente e incondicionalmente para que ele se sinta confortável comigo ao ponto de ser mesmo autêntico comigo.