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February 25th, 2009  |  Published in Uncategorized  |  8 Comments

Olá a todos e bem-vindo ao Blog da Dra. Teresa Soares Tupholme!

Sou Psicóloga Clínica e ofereço uma variedade de serviços psicológicos incluindo, Psicoterapia Individual ou Familiar, Técnicas para o Controlo e Alívio da dor, Hipnose Clínica para Perda de Peso, Cessão do Consumo de Tabaco, Introdução ao Processo da Sabedoria do Corpo e Diálogo do Corpo, Intervenção da Cura e Técnicas de Libertação Emocional.  

Utilizo uma abordagem holistica, para facilitar o desenvolvimento pessoal da pessoa, ajudando-a a desenvolver estratégias para confrontar as situações stressantes. Procuro compreender a pessoa e o seu mundo interior, como ele próprio o entende sempre acreditando na sua capacidade natural de auto-realização e no seu potencial de crescimento.  

Ao começarmos a ter uma consciência  “mais vasta” de nós próprios e de tudo que somos capazes de fazer, conseguimos chegar a um nível de auto-realização ilimitada…

 Leiam o seguinte Conto Hindu e mandem-me as vossas opiniões…    

Conta-se que houve um tempo em que os seres humanos eram deuses, mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o criador, acabou decidindo retirar-lhes o poder. Quis escondê-lo num lugar onde seria impossível encontrá-lo, mas teve dificuldade em achar tal esconderijo.

Brahma chamou um conselho de deuses para resolver o problema. A primeira ideia foi enterrar a divindade do ser humano na terra. Brahma, porém, respondeu: “Não, isto não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la”. Os deuses retrucaram: “Então joguemos a divindade no fundo dos oceanos”. Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o ser humano um dia iria explorar as profundezas dos mares e acabaria recuperando sua divindade.

Assim, os deuses concluíram que não sabiam onde esconder a divindade humana, pois não existe na terra ou no mar lugar onde a humanidade não possa alcançar um dia.

Brahma, então, se pronunciou: “Eis o que vamos fazer com a divindade humana: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois é o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la”.

Daí em diante, o ser humano tem ido aos mais distantes lugares, na terra e no espaço, explorando, escalando, mergulhando e cavando, procurando aquilo que se encontra dentro dele mesmo…

Pois é, o poder é vosso e está dentro de vós…

 

 

 

 

Responses

  1. Bruce Tupholme says:

    February 25th, 2009at 08:25(#)

    Wishing you all the very best with your new website . I agree with you about Brahma 🙂 B.

  2. maria josé says:

    February 25th, 2009at 10:52(#)

    Parabéns Drª Teresa
    Felizsemdor, transmite uma mensagem de paz e de como a alcançar, com ajuda médica ou com ajuda pessoal está dentro de nós a melhor opção, para chegarmos a um objectivo “A Vida”

  3. teresa says:

    February 25th, 2009at 15:28(#)

    Obrigada pelo comentário Maria José. Valorizo muito um comentário de uma antiga paciente que me influenciou profundamente na Clínica da Dor. Uma mulher cheia de coragem que sempre tentou lidar autónomamente com os desafios da vida…Uma mensagem de paz e como a alcançar era precisamente o que eu pretendia com este site, essencialmente divulgar uma abordagem holística que estimula o valor próprio de cada pessoa e como é possível fazer uma “viagem interior” para encontrar o nosso Sábio Interior…

  4. Margarida Ofélia says:

    March 1st, 2009at 03:13(#)

    Gostei muito do conto hindu, aliás os orientais são magníficos em sabedoria e em fazê-la passar ao mundo ocidental. Pena é que por cá, por este lado, se prefira as discotecas com luzes psicadélicas que eram uma forma de turtura da PIDE e agora são prazer…(?!?) os automoveis com os rádios aos berros ( eles já estão surdos só que não o sabem ainda) todo o frenezim que inibe e impossibilita ouvir o silêncio, ouvir o pensamento.
    Gostei de tudo o que li. As alíneas sobre Hipnose e Sabedoria do Corpo são quase como milagres, e para mim os milagres são aquilo que a ciência ainda não sabia explicar. Não me esqueço que, em criança e na catequese ( fiz tudo na vida, recebi e dei) falávam-nos do incrivel que tinha sido sair água do coração de Jesus quando lhe espetaram a lança. Hoje sabe-se que tem a ver com a separação dos globulos do soro, ou algo assim, devido à asfixia de que morreu. O certo é que já não se fala nesse milagre.
    É verdade, digo-o muitas vezes a uma colega do voluntariado que anda doente, deprimida, angustiada por coisas passadas e que ela nem sabe bem porquê. Situações mais do que vulgares, que milhares de pessoas passam: separação, morte da mãe que estava tão mal que ela pedia a Deus que morresse…E eu digo-lhe que não são os comprimidos que a vão curar,( e que até lhe estão a aracar o fíogado e o pâncreas) tem que ser ela a querer, a aceitar. Porque não são os médicos que afastam de nós os problemas, ensinam-nos é a viver com eles…Foi a Vida, Drª, foi a vida e coisas que nem pela cabeça lhe passam que eu vivi, quem me ensinou isso. Também eu andei perdida dentro de mim e buscando fora a solução. Depois resolvi: nada nem ninguém me voltará a tirar a alegria de estar viva. E pronto. Tenho pena de quem sofre, aflige-me, não a morte mas a maneira como se morre. Cada vez que me surge um problema já não “arranco”cabelos nem “rasgo” as vestes; penso: como resolver, da melhor maneira, como aceitar esta proposta da Vida ?

  5. teresa says:

    March 1st, 2009at 03:38(#)

    Olá Margarida e muito obrigada pelo seu comentário sincero e muito humano…
    Tem toda a razão no que diz à sua colega…e precisamos mesmo de descarregar aquelas emoções fortes que carregamos connosco pela vida fora e que só nos prejudicam, uma delas é a raiva que temos com os outros e com nós próprios…Muitas pessoas têm dificuldade a expressar a sua raiva. Ao longo da nossa vida, aprendemos a não expressar a nossa raiva, e para algumas pessoas é mesmo algo não autorizado…Mas, temos mesmo que libertar todas as frustrações que carregamos connosco, e especialmente a raiva que temos dentro de nós seja ela direccionada ao mundo ou mesmo a nós próprios…Imaginem o alívio de conseguir libertar todos os fardos com que vivemos! Imaginem a sensação fantástica de libertação! Esta é uma das técnicas que utilizo através dos treinos de relaxamento. Através da libertação emocional, é possível também libertar as nossas preocupações, ressentimentos, receios e medos…Uma outra técnica que aprendi na Formação realizada pelo Paul Aurand, foi a Libertação do Balão, onde a pessoa imagina que as emoções que estão presas, soltam-se e libertam-se do corpo como balões de hélio, cada balão tem escrito o nome da emoção: medo, raiva, dor, culpa, frustração, tristeza, etc….é absolutamente fascinante! De facto, não existem palavras que possam mesmo descrever a sensação que se consegue de pura leveza e libertação total!….

  6. Margarida Ofélia says:

    March 1st, 2009at 06:16(#)

    Eu sei do que fala, Drª, do conhecimento de nós próprios, sem desculpas, sem rodeios. Eu sei que a raiva e o ódio são dois sentimentos que não precisam, sequer de ser alimentados porque se alimentam do próprio hospedeiro. Enquanto o Amor e a Amizade necessitam de calor, de carinho, de lealdade, de respeito, de tudo o que é bom e positivo para não fenecerem, pois sendo dois sentimentos fortíssimos são igualmente frageis, sensiveis, sugeitos a golpes profundos e destruidores, a raiva e o ódio, não! São fortes, persistentes pela negativa, agarram-se com força, inventam motivos para não se afastarem…E quanto mais os deixarmos estar, os alimentarmos, maior será a dificuldade de nos vermos livres deles. Por isso, quando alguém me faz correr o risco de sentir nascer um ou mesmo os dois , prefiro afastar-me da pessoa, desejando-lhe toda a felicidade do mundo…para que não venha a sentir a humilhação de precisar de mim, o que seria doloroso para ambos.
    A Vida tem-me ensinado muita coisa: esta foi uma delas.
    Obrigada pela sua paciência e pela possibilidade de expôr o que penso, certo ou erradamente.

  7. teresa says:

    March 2nd, 2009at 07:38(#)

    Esta mensagem que deixo aqui hoje foi me enviada pela Margarida….

    DEIXEM OUVIR O SILÊNCIO

    Sentar-se, fechar os olhos, não pensar em nada, não fazer nada, que bom e que dificil!
    Abrir as fontes do silêncio, encontrar a canção do meu nome, na paz, na meditação.

    Ouço as árvores a cair: que ruido! Ouço a floresta a crescer: que deslumbramento!

    O mistério e o sonho não estão na vertigem da cidade, dos transportes, das preocupações, das super-ocupações…Sempre os procuramos nos espaços suaves e calmos, nas montanhas, na praia, na noite estrelada, nos gestos de ternura.

    A palavra e o movimento não são as maneiras superiores de comunicação e felicidade.

    Preciso de estar comigo, de conviver comigo, de conversar amigavelmente comigo.

    Fui às fontes do silêncio com o meu copo vazio beber água.
    Fui em stress e desalento; voltei refrescado e luminoso.

    O silêncio é saude. O silêncio é uma benção.

    Perguntei por mim a muita gente e a muitos livros.Fui tão longe e aprendi tão pouco!
    Voltei então dessas perguntas e perguntei a mim por mim. Comecei então a saber quem sou; comecei a compreender melhor os outros…

    Os horizontes de amor expandiram-se. E pareceu-me ( não tenho a certeza) que, mesmo atràs do coração, uma vozinha interior quis entrar em diálogo comigo. Seria a voz do sonho, do amor, dos ideais ? Seria a voz de Deus ? A paz era concerteza.

    O melhor de mim encontrei-o no interior de mim!

    Muitos perderam o convívio com o silêncio e ficaram na solidão. Solidão é doença.

    Preciso do silêncio para me ouvir melhor.Preciso de perguntar a mim por mim.
    Preciso de perguntar a Deus por mim.

    Procuramos o fim de semana, a praia ou o campo, as bebidas frescas, o convívio aconchegado…Mas o melhor ainda é o silêncio!

    Ao fim do dia estamos cheios de palavras: palavras faladas e palavras ouvidas.

    Precisamos de silêncio.

    Tempo de silêncio, tempo de mim!

    * * *

  8. Margarida Ofélia says:

    March 9th, 2009at 10:03(#)

    Obrigada, Drª, por ter julgado util a todos a mensagem sobre o silêncio que eu encontrei e lhe remeti.
    Volto aqui porque já li, com mais atenção e mais tempo pràticamente todos os tópicos da sua presença aqui. Na minha infinita ignorãncia, julgo estar ali, no seu blog e no seu trabalho, se não totalmente a cura para muitos males que nos afligem, pelo menos um caminho mais do que certo, util e inegavelmente utilizavel. Também sei que é a própria pessoa que deve abrir a alma e o coração para que resulte, mais depressa ou mais devagar.. Permita que repita aqui uma fábula que conheço e talvez já toda a gente que aqui vem ler conheça: mas, aqui fica, na mesma..
    Um dia um salteador, um criminoso da pior espécie procurou um frade que vivia isolado no alto de um monte, numa pequena capela e disse: — quero que rezes por mim para que eu deixe de ser o malfeitor que sou, mas se ao fim de um ano eu continuar a roubar e a matar, venho cá e tu morres.
    O frade aceitou. Um ano depois voltou o malfeitor: eu continuo a ser o pior de todos os homens, por isso tu vais morrer. Pediu então o frade: antes de me matares, ajuda-me a levantar esta laje, para depois me colocares lá dentro; sem ajuda não o consegues fazer. E enquanto o ladrão tentava levantar a pedra, por uma ponta, o frade saltava a pés juntos na outra extremidade. E o salteador disse: assim é impossivel, eu a querer levantar e tu a não deixares, nunca se chega a lado algum.E o frade respondeu:
    Pois…
    Na minha fraca compreensão, julgo que o psicólogo, por mais boa vontade, habilidade e arte que tenha nada conseguirá se o cliente não se esforçar, ele mesmo, em se modificar, em aceitar as indicações que o poderão fazer sair da depressão, da angústia, da situação aflitiva em que se encontra ( ou julga encontrar-se) e sobretudo, a viver com aquilo que o perturba, pois afinal é essa a melhor ajuda que se pode obter: aprender a conviver com… De uma maneira geral toda a gente julga os médicos como bons ou maus, pelo numero maior ou menor de medicamentos que receita; eu, alérgica como sou, temo cada vez mais medicamentos que ainda não conheça: tenho terriveis experiências que não quero repetir e não gostaria de ver outras pessoas sofrerem. Mas, pelo que li, julgo que o seu trabalho será mais de conversação, de exercícios físicos, respiratórios, mentais, do que encher de drogas quem a procura. Posso estar a escrever o maior chorrilho de asneiras de que há memória, mas convencida de que tenho razão, de que percebi aquilo que se dispõe a fazer, como deseja ajudar;por isso será uma rematada asneira, burrice mesmo não encontrar eco rápido nas entidades que lhe poderão dar acesso a quem precisa da ajuda que tem para dar.
    Permita que lhe dê um conselho: não desista, não deixe de ir à luta; sejam quais forem as razões que lhe possam apontar para a afastarem do seu sonho, do seu ideal de pôr em andamento o seu desejo de ajudar: fecha-se uma porta ? Talvez se abra um portão e se preciso fôr, salta-se o muro da estupidez, do medo deles, eternos velhos do Restelo.
    Um dia disseram-me, sobre um assunto meu: não desista, recomece cem vezes e mais uma…Permita que lhe diga o mesmo, Drª.

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